Foto: Laura Krama

🌿 Mapeamento Ambiental e de Uso Tradicional da Ilha Rasa

O projeto Mapeamento Ambiental e de Uso Tradicional da Ilha Rasa busca construir conhecimento sobre o território da Ilha Rasa, no Litoral do Paraná, de maneira coletiva com as comunidades caiçara, articulando saberes comunitários e ferramentas geoespaciais.

O objetivo do projeto é mapear o território, as comunidades e o meio ambiente da ilha, de modo a subsidiar ações de reconhecimento dos modos de vida tradicionais e gestão territorial.

📚 Histórico do projeto

Entre abril de 2025 e março de 2026, foi realizado o processo de Consulta Livre, Prévia e Informada com as comunidades da Ilha Rasa, referente ao mapeamento ambiental, subprojeto do Geolitoral. Foram 15 reuniões debatendo sobre os objetivos, consequências e contribuições do projeto, e verificando as adaptações necessárias para sua execução.

Durante este processo, as lideranças reivindicaram maior protagonismo na construção do projeto e algumas mudanças na organização das atividades. Para atender às demandas, foi estruturado um novo projeto, agora independente do GeoLitoral, com metodologia e abordagem construídas de forma coletiva com as comunidades. O novo projeto tem duração prevista de abril a outubro de 2026 e passou a ser denominado, por definição das comunidades: Mapeamento Ambiental e de Uso Tradicional da Ilha Rasa.

🔎 Como o projeto funciona?

O projeto está estruturado em algumas etapas que articulam participação comunitária e técnicas de levantamento de dados territoriais. Entre elas, estão:

    • Definição coletiva dos elementos que serão levantados e representados;
    • Oficinas e grupos de trabalho para descrever coletivamente os territórios, e individualmente com cada uma das comunidades, seus usos, dinâmicas e referências territoriais;
    • Levantamento geoespacial com drones, coleta de dados em campo e geração de bases cartográficas;
    • Mapeamento participativo com moradores para identificar elementos relevantes no território, como corpos d’água, áreas de uso tradicional e mudanças ambientais;
    • Cruzamento entre cartografia técnica e mapas comunitários para montar análises mais completas do território;
    • Debate dos resultados junto às comunidades, definindo pontos de atenção para gestão territorial e acordos sobre o uso e a soberania dos dados;
    • Compartilhamento dos produtos finalizados com as comunidades e com as instituições.

📊 Resultados Esperados

Ao final dos seis meses de trabalho na Ilha, o projeto entregará:

    • Imagens aéreas das comunidades;
    • Cartografia do território tradicional da Ilha Rasa com indicação de usos, moradias, mudanças ambientais e demandas locais;
    • Cartografia das Áreas de Preservação Permanente (APPs), com validação comunitária;
    • Relatório técnico com descrição do processo, resultados e recomendações;
    • Atas das reuniões realizadas ao longo do projeto.

Os dados gerados devem apoiar ações de reconhecimento territorial, proteção ambiental e formulação de políticas públicas, ao mesmo tempo em que garantem maior transparência e participação social na gestão do território.

🏠Instituições e parceiros

Execução Técnica: Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (LAGEAMB), em conjunto com as comunidades tradicionais e Ilha Rasa, Gamelas, Ponta do Lanço, Almeida e Mariana

Co-executores: Laboratório de Comunicação Pública da Ciência UFPR

Acompanhamento: Associação de Moradores de Ilha Rasa, Ponta do Lanço e Ilha das Gamelas (AMIRPG), Associação de Pescadores e Pescadoras Artesanais da Comunidade de Almeida (APPACA), Movimento Maré Viva, ICMBio, Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR)

Instituição gestora: Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (FUNESPAR)

Financiamento: Programa de Conservação da Biodiversidade do Litoral do Paraná (TAJ) – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO)

👩‍🎓 Equipe técnica

Coordenação Geral: Eduardo Vedor de Paula

Subcoordenação: Manuelle Lago Marques

Equipe de pesquisa e campo: Laura Beatriz Krama, Tiago Vernize Mafra e João Lucas Lopes da Silva

Consultoria: Ricardo Miranda de Britez

Comunicação: Viralume – Laboratório de Comunicação Pública da Ciência.

Apoio administrativo: Equipe LAGEAMB

pt Portuguese
X