Durante uma viagem de campo da SO para o município de Iretama, foram visitados três projetos de assentamento e, em cada um deles, um grupo de pessoas ficou responsável pelo almoço. Uma das responsáveis pelas refeições foi Neide Aparecida Felício, que também prepara comida para quem vai ao assentamento levar cursos, eventos ou mesmo para os funcionários das obras da prefeitura: “Eu gosto de cozinhar. Faço tudo com carinho, e acho que é por isso que a comida sai boa. Fico feliz de ver o pessoal satisfeito e de poder ajudar.”
Já a produtora rural Helena Barbosa foi a cozinheira do dia seguinte, em outro assentamento do município, e conta que sempre se disponibiliza para ajudar: “Aqui quase não tem ninguém disponível para essas coisas, então eu e a vizinha sempre ajudamos. A gente gosta de receber, de fazer comida para quem vem de fora. É bom ver o pessoal feliz e poder contribuir com o trabalho.”
Outros tipos de apoio são solicitados e oferecidos pelos assentados, como o de mostrar os caminhos de acesso nos terrenos. Essa atividade é muito buscada pelo projeto Geodésia, que visita os assentamentos para realizar o georreferenciamento, atividade que exige percorrer todos os limites de cada um dos lotes. Isso pode ser difícil, dependendo da paisagem onde estão, e, por isso, contratam moradores como guias locais. A bolsista técnica do projeto Geodésia, Marianne Oliveira, explica que a presença dos assentados faz toda a diferença: “Eles conhecem o território como ninguém. Nos acompanham nas medições, indicam os melhores caminhos e ajudam a abrir picadas em áreas de mata. Esse envolvimento facilita o trabalho e cria uma relação de parceria e respeito”.