Quem somos

Formalmente estabelecido em 2006, o Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (LAGEAMB) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se destaca por sua excelência em diversas áreas de atuação, incluindo: soluções para análises geoespaciais, organização e padronização de bases de dados geográficos, bancos de dados geoespaciais, imageamento com aeronaves remotamente pilotadas (drones), planejamento e gestão territorial, análise do meio físico e biótico por meio de sensores multiespectrais, levantamentos socioeconômicos, modelagem ambiental (meio físico e biótico), elaboração de estudos ambientais e divulgação científica.

Nosso
regimento

Missão

Protagonismo em Processos de Planejamento e Gestão Ambiental do Território, com ênfase no litoral do Paraná.

Visão

Entregar produtos com alta qualidade com o intuito de subsidiar tomadas de decisão de forma mais assertiva.

Valores

Mais que um laboratório, somos um time formado por pessoas, crescendo com nossa diversidade, na busca da melhor solução que integra conservação e desenvolvimento.

Nossa história

Resultado de um extenso trabalho iniciado no final dos anos 1980, nossa história foi marcada essencialmente em quatro momentos: o primeiro, quando os professores Sony Cortese Caneparo e Everton Passos da UFPR receberam uma cópia do software Sistema de Análise Geo-Ambiental (SAGA). A partir daí começaram a ser desenvolvidos estudos e treinamentos envolvendo o Geoprocessamento aplicado a Análise Ambiental, em um pequeno laboratório (com apenas dois computadores) ainda sem nome e formalização no Departamento.

O segundo momento envolveu estudos para a inserção, no currículo do curso de Geografia, das disciplinas de fotogrametria, sensoriamento remoto, cartografia temática e sistemas de informações geográficas. Em 1989, por intermédio da Portaria Interna n. 15/89, foram designados os professores Arnaldo Eugenio Ricobom, Everton Passos e Sony Cortese Caneparo para comporem a Comissão para Definição de Áreas e Necessidades do Departamento de Geografia. Neste período, foi criado o Laboratório Experimental Didático de Informática Aplicada ao Ensino e Pesquisa (1989), que logo em seguida passou a ser denominado Laboratório de Ensino e Pesquisa em Geografia. Em 1993, este laboratório foi oficializado pelo Departamento com o nome de Laboratório de Geoprocessamento (LAGO), cujo objetivo era apoiar as disciplinas do curso de Geografia, projetos, testes de aplicação da tecnologia, entre outros. Era um período emergente do geoprocessamento no país, porém, foram enfrentadas dificuldades dentro da Geografia, em especial com a linha radical, contrária ao uso das geotecnologias por essa ciência.

Em 1998, os professores citados propuseram a criação do Centro de Estudos e Treinamento de Informações Geográficas (CETESIG), com o objetivo de integrar as pesquisas de outros laboratórios do Departamento e  promover cursos de treinamento. Este centro funcionou experimentalmente por dez anos, evoluindo a ser a primeira proposta de Empresa Júnior para alunos de graduação em Geografia, que serviria de apoio aos cursos de graduação e pós-graduação, contudo, naquele momento, posto em deliberação pelo Departamento, o colegiado não aprovou a proposta de criação de uma Empresa Júnior.

O terceiro momento ocorreu no início de 1990, com o projeto GEO, idealizado pela professora Mirna Cortopasi Lobo, do Departamento de Arquitetura. O projeto tinha como objetivo disseminar a cultura do geoprocessamento na UFPR e, para tal, todos os professores da universidade foram convidados a participar. O interesse dos professores foi imediato, dedicando-se 20 horas semanais ao projeto, participando de cursos promovidos pela Environmental Systems Research Institute (ESRI) e realizando pesquisas. Essa concepção resultou, em 1992, na criação do Centro Integrado de Estudos de Geoprocessamento (CIEG), vinculado ao Departamento de Arquitetura da UFPR. Os professores Everton Passos e Sony Cortese Caneparo fizeram parte do conselho deste centro e atuaram ativamente nele até meados de 2010. O CIEG ofereceu um curso de especialização em geoprocessamento, do qual os referidos professores fizeram parte da primeira turma, concluindo o curso em 1993. Qualificados como especialistas, os referidos professores foram convidados a ministrar disciplinas e orientações nesse curso de especialização. Dessa forma, abriu-se mais uma oportunidade para o Departamento de Geografia se inserir no campo do geoprocessamento.

Dessa forma, a cultura do geoprocessamento e as ações tomadas nos anos 90 resultaram no aperfeiçoamento da Área Instrumental da Geografia, além de servirem de apoio ao desenvolvimento de pesquisas aplicadas à Análise Espacial/Ambiental e a projetos coordenados pelos professores.

O quarto momento marca a ruptura do paradigma geografia versus tecnologia, consolidando a cultura do geoprocessamento no Departamento de Geografia da UFPR. Em 1999, com a criação de várias disciplinas na área instrumental incorporadas ao currículo de Geografia e a necessidade de atender às aulas práticas dessas disciplinas, foi criado o Laboratório APIGEO, equipado com quinze computadores. Esse laboratório também apoiou o desenvolvimento de monografias, dissertações, teses e pesquisas, além de proporcionar oportunidades de treinamento para estagiários. A partir daí, foram investidos grandes esforços no sentido de integrar a pesquisa geográfica às novas tecnologias, bem como na aquisição de hardwares e softwares. Cabe aqui ressaltar que a criação deste Laboratório contou com o apoio do Professor Arnaldo Eugênio Ricobom, com anuência do colegiado departamental, que destinou recursos do Programa de Especialização em Análise Ambiental, ofertada pelo Departamento de Geografia.

O Laboratório

Em 2006, foi criado o Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (LAGEAMB), com o objetivo de realizar pesquisas na área ambiental, sob a coordenação do professor Everton Passos e com a colaboração da professora Sony C. Caneparo. A professora Caneparo passou a coordenar o LAPIGEO, que, com um espaço físico maior e mais equipamentos, continuou a desenvolver pesquisas, abrigar estagiários e atuar como laboratório didático. A principal linha de pesquisa do laboratório, trata do “Planejamento e Gestão Ambiental no Litoral do Paraná”, atuante desde 2012. Este trabalho envolve a análise geográfica dos instrumentos de planejamento e gestão ambiental vigentes, bem como daqueles em processo de elaboração ou atualização na região. Entre esses instrumentos estão os Planos de Manejo de Unidades de Conservação, Planos Diretores Municipais, Zoneamentos (como o Zoneamento Ecológico Econômico e o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado), o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná, Estudos de Impacto Ambiental e Estudos de Impacto de Vizinhança, entre outros.

No ano de 2008, surgiu mais uma oportunidade para o aprimoramento dos professores e alunos envolvidos, com a aquisição de hardwares e softwares de geoprocessamento. Esse avanço foi viabilizado por um projeto interdisciplinar sobre Eutrofização de Águas no Reservatório do Rio Verde (Região Metropolitana de Curitiba – Paraná), financiado pela Petrobras, com participação de 85 pesquisadores de 33 instituições. O LAGEAMB participou diretamente com dois subprojetos intitulados: “Criação de uma base de dados georreferenciada” e “Estudo da fragilidade ambiental da bacia do Rio Verde”. Nesse período, as professoras Ana Maria Muratori e Elaine de Cacia de Lima Frick também se tornaram colaboradoras do laboratório.

Os laboratórios, até meados de 2015, sob a coordenação e supervisão dos professores Passos e Caneparo, possibilitaram não só a execução de projetos, mas também serviram como fundamental apoio às aulas práticas das disciplinas de graduação (Sistemas de Informações Geográficas, Cartografia Temática, Processamento Digital de Imagens e Sensoriamento Remoto) e às disciplinas dos cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu.

Além desses fatos, cabe destacar alguns resultados alcançados pelos laboratórios:

  • Geração de inúmeras aplicações de geoprocessamento em geografia, parcialmente publicados em revistas e anais de eventos científicos; Realização de eventos de extensão (cursos de curta duração); Atendimento a usuários e visitantes;
  • Desenvolvimento de projetos de pesquisa, programas de estágio, e ainda, a opção de dar suporte para o cumprimento do estágio curricular obrigatório e voluntário.
  • Dar apoio ao desenvolvimento de teses, dissertações, monografias e TCCs;
  • Convênio com o Ministério Público Estadual, através do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente (CAOPMA), desde 4 de setembro de 2009. O principal objetivo do convênio, ainda vigente, é a concessão, por parte do Ministério, de estágios a alunos de graduação em geografia e a troca de informações nas áreas de geoprocessamento e meio ambiente, principalmente aquelas resultantes das pesquisas desenvolvidas neste laboratório.

A partir de 2014, com a mudança do curso de Geografia para o atual prédio João José Bigarella e o Setor de Ciências da Terra assumindo os laboratórios didáticos, o LAGEAMB e o LAPIGEO foram realocados para um espaço físico mais amplo, permitindo o desenvolvimento de atividades de pesquisa, estágio e extensão. Neste mesmo ano, o LAPIGEO foi extinto e seu acervo incorporado ao LAGEAMB, com a coordenação passando a ser exercida pelos professores Passos e Caneparo.  A professora Sony Cortese Caneparo, se aposentou em 2015, passando a ser pesquisadora do laboratório. De 2015 até 2019, o professor Arnaldo Eugênio Ricobom integrou o laboratório. 

Em 2020, o professor Eduardo Vedor de Paula assumiu a coordenação do LAGEAMB, com o professor Everton Passos como vice-coordenador. Desde então, o laboratório tem firmado diversos projetos, pesquisas e convênios com várias instituições, incluindo o Ministério Público do Estado do Paraná e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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