O sistema funciona a partir da medição contínua do nível da água em pontos estratégicos da cidade, realizada por réguas linimétricas digitais instaladas em campo. Essas informações são integradas a dados meteorológicos e de maré, criando uma base unificada de monitoramento. “Essa abordagem integrada amplia a capacidade do sistema, permitindo não apenas acompanhar o que já está acontecendo, mas também antecipar cenários de risco”, explica Rogério Rodrigues de Vargas, coordenador do projeto RISCO.
O principal diferencial do RISCO está na possibilidade de simular áreas de inundação com alto grau de realismo, a partir de levantamentos topográficos de alta precisão e do uso de tecnologia LiDAR, responsável pela geração de nuvens de pontos que servem de base para simulações tridimensionais do território urbano. “Diferente dos mapas tradicionais, essa abordagem permite visualizar a cidade de forma muito próxima da realidade, facilitando a compreensão de quais áreas podem ser atingidas conforme o nível do rio ou da maré sobe”, afirma Vargas.
O sistema também prevê alertas mais precisos à população, baseados em geolocalização, direcionados a áreas previamente classificadas como críticas ou de risco, reforçando seu caráter preventivo.
O projeto concluiu sua primeira fase, com a definição dos pontos de monitoramento, validação técnica de uma régua linimétrica e a instalação inicial de uma delas, passando por uma Prova de Conceito (PoC) bem-sucedida. As próximas etapas incluem levantamentos topográficos de maior precisão, o uso de drones equipados com LiDAR e ampliação das simulações em ambiente digital.