Com os campos concluídos, a equipe agora se dedica à sistematização das informações coletadas nas duas reservas. Os dados obtidos em campo estão sendo organizados para a produção de mapas temáticos, que vão auxiliar na análise das áreas e orientar o desenvolvimento das próximas etapas do projeto.
Segundo Gurgatz, a fase seguinte consiste em propor estratégias e soluções para os problemas identificados, considerando não apenas os riscos climáticos diretos, mas também os possíveis impactos sobre a biodiversidade, um dos principais focos de proteção das unidades de conservação: “Como o tema é muito amplo, estamos prevendo atividades específicas com pesquisadores que atuam nas regiões, para uma avaliação integrada dos riscos aos diferentes grupos de organismos”, explica.
Além da análise técnica, o projeto também prevê a formação de comitês de acompanhamento locais, compostos por lideranças comunitárias, técnicos das reservas, representantes do poder público e da Defesa Civil. Cada reserva contará com o seu próprio comitê, responsável por acompanhar o desenvolvimento dos planos de adaptação e garantir que as decisões sejam construídas de forma participativa. “Esses comitês serão fundamentais para manter o diálogo com quem vive e atua nas reservas, fortalecendo a construção coletiva das soluções”, resume o pesquisador.
A expectativa é realizar uma reunião online com os grupos ainda este ano e, no primeiro semestre do próximo, um encontro presencial nas regiões das reservas. Novas idas a campo também estão previstas, conforme a necessidade de coleta complementar de dados.