📚 OBJETIVO DO PROJETO

O objetivo geral é promover e qualificar a participação da população do Jardim das Graças II, que fica em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), na transformação do seu próprio território. Isso ocorre em dois momentos:

  • Plano de Ação Periferia Viva: Instrumento de mobilização e participação social na etapa anterior às obras (pré-obra).
  • Projeto de Trabalho Social (PTS): Planejamento do Trabalho Social que será realizado no período de obras.

Os objetivos específicos incluem definir intervenções urbanísticas prioritárias, garantir os direitos e a inserção social dos moradores, integrar políticas públicas e assegurar a sustentabilidade das melhorias após a conclusão.

🔎 COMO O PROJETO FUNCIONA

O projeto é uma ação de extensão universitária com vigência de 9 meses (de 12 de janeiro a 14 de outubro de 2026). Ele funciona com base em duas estratégias principais:

  • Ancoragem Territorial: atuação no Posto Territorial físico dentro do Centro de Convivência Jardim das Graças, que serve como ponto de apoio, plantão social e espaço de diálogo entre moradores, técnicos e poder público.
  • Equipe Multidisciplinar: coordenação de docentes e servidores da UFPR; atuação de profissionais e estudantes de diversas áreas (Arquitetura e Urbanismo, Serviço Social, Geografia, Engenharias, Comunicação e Ciências Sociais); além do apoio fundamental de mobilizadores locais (moradores e lideranças da própria comunidade).

🌿POR QUE O PROJETO É IMPORTANTE?

A comunidade Jardim das Graças II convive há cerca de 30 anos com vulnerabilidades severas: precariedade habitacional, falta de infraestrutura e de áreas de lazer, e o risco constante de inundações. Embora boa parte dos imóveis tenha sido titulada, muitas famílias ainda aguardam solução habitacional adequada. Permanecem também pendentes questões de infraestrutura urbana, requalificação ambiental e redução de riscos.

O projeto é vital porque muda a lógica tradicional de engenharia: ele garante que as obras do Novo PAC não sejam apenas físicas, mas que tragam inclusão social, respeito ao Estatuto da Cidade e protagonismo à comunidade, aproveitando também o conhecimento técnico acumulado pela universidade na região.

📌 O QUE VAMOS FAZER NO PROJETO?

As ações estão estruturadas em 8 macroetapas integradas:

  • Organização do processo coleta de dados secundários e definição de como a comunidade participará.
  • Leitura técnico-comunitária: diagnóstico do território que articula duas fontes complementares: a análise técnica e a leitura produzida junto aos próprios moradores por meio do processo participativo.
  • Planejamento e Visão de Futuro: definição conjunta de metas de curto, médio e longo prazo para infraestrutura e fortalecimento comunitário.
  • Adequação de projetos: mediação para alinhar as demandas da comunidade aos projetos da Prefeitura de Colombo.
  • Arranjo institucional: consolidação do Plano e indicação de fontes de financiamento.
  • Ação Tática: execução prática e rápida de pequenas melhorias físicas em áreas coletivas para ativar o engajamento local.
  • Mediação e pactuação: oficinas e assembleias para que a comunidade valide coletivamente as propostas antes das obras.

Desenvolvimento do PTS: detalhamento das ações sociais divididas em 5 eixos – mobilização, comunicação e participação social; sustentabilidade da intervenção; sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e promoção da saúde; desenvolvimento socieconômico; e direitos humanso, educação, cidadania e cultura.

📊RESULTADOS ESPERADOS

  • Plano de Ação Periferia Viva concluído, contendo diagnósticos, prioridades e a matriz de ações financiáveis.
  • Projeto de Trabalho Social (PTS) estruturado, acompanhado do censo socioeconômico e da comprovação da participação dos moradores.
  • Execução de pelo menos uma Ação Tática (intervenção física em área de uso coletivo).
  • Fortalecimento da autonomia comunitária, preparando os moradores para fiscalizar, manter os equipamentos e defender seus interesses no futuro.
  • Impacto na formação estudantil, unindo ensino, pesquisa e extensão na prática.

🎯DIFERENCIAL

O projeto reúne profissionais e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, como Arquitetura e Urbanismo, Serviço Social, Geografia, Gestão Ambiental, Comunicação Social, Ciências Sociais, Engenharia Civil e Engenharia Ambiental e Sanitária.

A configuração possui um caráter multidisciplinar que permite abordar a complexidade do território a partir de perspectivas que se influenciam e se complementam. A interdisciplinaridade se expressa na integração dessas áreas ao longo do processo, articulando dados socioeconômicos, ambientais e urbanísticos em uma leitura integrada do território, enquanto o planejamento das ações é orientado simultaneamente por critérios de viabilidade técnica, pertinência social e sustentabilidade ambiental.

🏠INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

LAGEAMB (UFPR) – Responsável pela execução técnica e metodológica.

Prefeitura Municipal de Colombo – Responsável pela primeira análise dos produtos e pela execução final dos projetos executivos e licitação das obras.

Governo Federal (Ministério das Cidades/Secretaria Nacional de Periferias) – No âmbito do programa Novo PAC

👩‍🎓EQUIPE TÉCNICA

Eduardo Vedor de Paula – coordenador geral
Fernanda de Souza Sezerino – coordenadora técnica – gestão do projeto
Lanna Mara Ribeiro de Sousa – coordenadora técnica – Arquitetura e Urbanismo
Luiza Breis – responsável técnica – Serviço Social
Lais Almeida Nadolny da Silva – Pesquisadora de Pós-Graduação
David Perez Milani – Pesquisador de Pós-Graduação
Laura Limongi de Figueiredo – Pesquisadora de Graduação
Isadora Franz Sonda Rocha – Pesquisadora de Graduação
Roberta Bomfim Boszaczowski – Docente UFPR (pesquisadora voluntária)
Erica do Nascimento Silva – Pesquisadora de Pós-Graduação (voluntária)
Ernesto Carcereri Bischoff – Pesquisador de Graduação (voluntário)
Daniella Afani de Souza – Mobilizadora local
Marcos da Costa Veiga – Mobilizador local
Viralume – Laboratório de Comunicação Pública da Ciência – Comunicação
Equipe LAGEAMB – apoio administrativo

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